quinta-feira, 7 de outubro de 2010

licença poética

a folha em branco passeia nua pelo horizonte.
namora a lua.

a linha, pleonasticamente fina, suspira:
presa entre duas margens, liberta-se sonhando-se rio.
e ri.

comigo, rabisco-lhes mentalmente o corpo,
desenho carinhos pela noite.

em tempo, reconsidero.

o sono que escreva seus próprios poemas.




cara de fernando diegues
palavra de victor valente

2 comentários:

  1. A lua sorri amarela nos poemas do sono. A folha branca diz exatamente o que eu pensava. Viro, rio, coço a cabeça e acordo.

    Tive uma impressão e tanta! Sonhei que pedia uma licença poética... dei de cara com a palavra.

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  2. Em um mundo barulhento e onde a diversidade das cores nos cegam ... cara da palavra ... simplicidade e profundidade.

    Parabens

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