segunda-feira, 23 de janeiro de 2012


um poema


um poema nasce quando não cabe
no peito, ou na dor.
brota pela superfície, à pele fina,
e medra. feito luz de lamparina.
escorre pela porta.

um poema molha a cara do poeta
e vai embora.
toque de realidade na cabeça aérea.
nasce da matéria e na matéria se consagra,
intervalo entre a língua, dita,
e a névoa.

chora quando vem.


cara de fernando diegues
palavra de victor valente

2 comentários:

  1. Profundo!Quase enxergo a cara dessa palavra...

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  2. Adorei! Quase molha os olhos de quem lê...

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